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publicado por ieba | Quarta-feira, 13 Maio , 2009, 13:26

Mateus 27: 57-66; 28:1-6

 

Introdução

 

“A Vida é uma longa estrada que tem curvas imprevisíveis e derrapagens inevitáveis.”  escreveu o psicólogo Augusto Cury no seu livro “Pais Brilhantes, Professores Fascinantes”, tentando alertar os pais e educadores para a necessidade de prepararmos os jovens para os fracassos, para os momentos de crise que certamente virão à vida, mais cedo ou mais tarde. Mas muitas vezes somos nós, adultos, que parece que não estamos preparados para enfrentar esta realidade. É bom estarmos alertados para o facto de que na estrada da nossa vida por vezes surgem curvas para as quais não estávamos preparadas, outras vezes temos de travar a fundo quando seguíamos em linha recta sem qualquer problema e as derrapagens são inevitáveis. O problema é que nós não conhecemos a longa estrada da  nossa vida. Só conseguimos ver uma pequena parte da estrada. Por mais cuidadosos, inteligentes ou sábios que sejamos não conseguimos precavermo-nos  contra aquilo que está para lá de uma curva sem visibilidade. Nem Platão, que foi um

 

dos filósofos mais influentes de todos os tempos, nem o erudito Galileiu que descobriu que era a Terra que se movia e não o sol, nem o grande líder Moisés a quem Deus chamou para resgatar o seu povo do Egipto e levá-lo à terra de Canaã, nem o eloquente Salomão, o rei de Israel que pediu sabedoria a Deus, conheciam o que estava para além das curvas que teriam de enfrentar na vida.

Há porém um homem que percorreu a sua estrada conhecendo de antemão o que estava para além de cada curva e conhecendo e predizendo o que iria acontecer em cada derrapagem. Os seus ensinos foram tão inteligentes e verdadeiros que dividiram a história e o tempo. Os anos são contados antes e depois dele. O seu nome é Jesus Cristo. O mundo nunca mais foi o mesmo desde o seu nascimento. Para além de conhecer o seu caminho e o que estava a seguir a cada curva, Ele conhece também o nosso caminho e quer ajudar-nos na viagem que é a nossa vida. Certamente ele não nos vai tirar as dificuldades e os problemas, Ele não nos prometeu isso, pelo contrário, alertou-nos ”no mundo tereis aflições...”.As crises na vida do cristão são naturais, por sermos humanos e sujeitos aos acontecimentos do dia a dia. O próprio Jesus viveu uma vida de problemas e sofrimento. Ele foi tentado durante 40 dias seguidos, Jesus foi traído, foi injuriado, sofreu a maior ingratidão, foi preso sem culpa, sofreu a morte mais vil, uma morte destinada aos mais terríveis criminosos. Em nenhum momento Ele reclamou, reagiu com desespero ou ódio. Ele nunca deixou de amar. Ele é o nosso exemplo sublime. Então, se sabemos que não podemos anular os problemas ou simplesmente eliminá-los da nossa vida, como podemos ter esperança? No meio do sofrimento parece que a vida não faz sentido. Será que vale a pena viver?

 

1) Podemos ter esperança –Vivemos a época mais importante do Cristianismo, a Páscoa. A palavra Páscoa significa passagem e está associada à libertação. Para os judeus a Páscoa era a festa comemorativa da passagem pelo Mar Vermelho, a passagem de uma vida de escravidão no Egipto para uma vida de liberdade, rumo à terra que Deus tinha prometido ao seu povo. Para o cristão Páscoa é também passagem, passagem da morte para a Vida. Vamos pensar nos acontecimentos na Judeia há cerca 2000 anos. O evangelista Mateus conta-nos como foi. Mateus 27: 57-66. Mesmo depois da sua morte e do corpo ter sido entregue por Pilatos a José de Arimateia para ser sepultado, os principais dos sacerdotes e os fariseus continuavam a querer reter o poder de Deus. O hino 99 do CC diz: “Tomaram precaução com seu sepulcro, mas tudo foi em vão para o reter”. O sepulcro de Jesus teve a escolta dos soldados romanos e foi selado. Jesus nunca reagiu com violência àqueles que o maltrataram, antes, aceitou voluntariamente o sofrimento e a humilhação  da morte por amor a cada um de nós, morreu para cumprir o plano salvífico de Deus, morreu em obediência ao Pai, que nos “amou de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que Nele crê, não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Vamos continuar lendo em Mateus 28:1-6. Jesus nunca mentiu nem enganou ninguém. “Ele ressuscitou, como tinha dito”. Aleluia! Ele Vive! Então podemos ter esperança, sim. O coro diz:

“Porque Ele vive, posso crer no amanhã,

porque Ele vive, temor não há.

Porque eu sei, eu sei, que o futuro

e a vida vale a pena porque Ele vive.”

Em Isaías 64:4 lemos: Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera. Deus trabalha a nosso favor e firma os nossos passos para nos fortalecer. Ele está sempre connosco para nos ajudar a fazer as curvas mais perigosas da nossa estrada. Com Jesus podemos ter esperança, sim.

 

2) A decisão é nossa — Deus não força ninguém nem se intromete na nossa vida sem ser convidado. Ele é meigo e suave. Ele conhece a nossa estrada e sabe o que está para além de cada curva. Ele quer estar connosco e ser o nosso ajudador. No entanto, nós podemos escolher conduzir sózinhos e à nossa maneira. “- Quem conduz sou eu.” Se fizermos esta escolha certamente os resultados serão desastrosos. Mas, meu amigo, não faça vã na sua vida o sofrimento de Jesus, a sua morte por amor. Tome a decisão de ter Jesus ao seu lado. Quando em Hebreus 12:12 lemos “Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos...” o autor pensava que é necessária uma atitude pessoal, uma vontade nossa. Podemos estar abatidos, doentes, desesperados. Deus quer ajudar-nos a restaurar as nossas mãos enfraquecidas e firmar os nossos joelhos. Mas a iniciativa tem de ser nossa. Deus aguarda a nossa decisão de dependermos Dele para que Ele mostre na nossa vida a sua imensurável glória. Queridos, levantemos as nossas mãos e revigoremos os nossos joelhos. Ninguém faz nada com as mãos descaídas e ninguém caminha com os joelhos quebrados. Deus quer estar ao nosso lado no percurso que ainda temos para fazer. Ele quer estar connosco na estrada da nossa vida.  Como lemos em Isaías,  Deus trabalha a nosso favor, e Ele também firma os nossos passos para nos fortalecer. Quando nós aceitamos que isso aconteça, não há pedra de sepulcro que não possa ser removida, não há soldado nem escolta romana que possa impedir a manifestação do poder de Deus, não há pedra selada que possa travar os planos divinos. Mas, e repito, a escolha é nossa. Deus não força. Somos nós que precisamos tomar a sábia decisão de convidar Jesus a estar connosco nesta viagem que é a nossa vida.

 

Conclusão

 

A vida é de facto uma longa estrada com curvas imprevisíveis e derrapagens inevitáveis, escreveu o psiquiatra cristão Augusto Cury. Mas Ele também escreveu que “as flores mais belas surgem depois do inverno mais rigoroso”. Foi assim com Jesus. Depois do terrível Inverno que foi o seu sofrimento Ele ressuscitou ao 3º dia, como tinha dito. Também será assim connosco se estivermos com Jesus. Depois dos maiores problemas e sofrimento, a vitória virá. Jesus conhece todas as curvas e sabe melhor que ninguém como podemos fazer as curvas mais difíceis. Nas derrapagens inevitáveis no nosso dia a dia Ele também estará lá para segurar firmemente a nossa mão. No seu livro “Deus é Tremendo”, o autor Tony Evans escreveu: “Deus não o tirará da estrada até que tenha terminado, mas lhe ensinará a fazer as curvas.” E porque Ele vê o que para nós é invisível e conhece a nossa estrada, coloquemos verdadeiramente a nossa vida nas suas poderosas e benditas mãos, confiantemente, porque a Vida vale a pena, porque Ele vive!

Noémia Fernandes

 

 

 


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