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publicado por ieba | Terça-feira, 05 Fevereiro , 2008, 18:38

I - AS ESCRITURAS SAGRADAS

II - DEUS

            1. Deus o Pai

            2. Deus o Filho

            3. Deus o Espírito Santo

III - O HOMEM

IV - A SALVAÇÃO

V - O PROPÓSITO DA GRAÇA DIVINA

VI - A IGREJA

VII - O BAPTISMO E A CEIA DO SENHOR

VIII - O DIA DO SENHOR

IX - O REINO DE DEUS

X - OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS

XI - EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES

XII - MORDOMIA

XIII - COOPERAÇÃO

XIV - O CRENTE E A ORDEM SOCIAL

XV - PAZ E GUERRA

XVI - LIBERDADE RELIGIOSA

 

 

I - AS ESCRITURAS SAGRADAS

 

A Bíblia Sagrada, nossa única e toda-suficiente regra de fé e prática, foi escrita por homens divinamente inspirados e é o registo da revelação pessoal de Deus. É um tesouro perfeito de instrução divina. Tem Deus como autor, a salvação do homem como fim e a verdade, sem mescla de erro, como conteúdo. Revela o plano de Deus para a nossa Salvação e os princípios pelos quais Deus nos há-de julgar. É a autoridade absoluta e o padrão supremo pelo qual toda a conduta humana, as opiniões religiosas e os próprios credos devem ser testados. É também, como revelação de Jesus Cristo, o centro da verdadeira unidade cristã.

(11 Tim.3:16-17; 11 Ped. 1:21;11 Sam. 23:2; Actos l: 16; Prov. 30:5-6; João 17:17; Rom. 3:4; Apoc. 22:18-19; 1 Cor. 4:3-4; Luc. 10:10, 16;12:47-48).

 

II - DEUS

Há somente um Deus vivo e verdadeiro; Ser pessoal infinito, inteligente e espiritual: o Criador, Redentor Sustentador e legislador do universo, digno do mais puro amor, reverência, adoração e obediência. O eterno Deus revela-se a nós como Pai, Filho e Espírito Santo, com atributos pessoais distintos, mas sem divisão de natureza, ser ou essência.

1. Deus o Pai

Deus como Pai, reina com cuidado providencial sobre o seu universo, as suas criaturas e o curso da história humana, segundo os propósitos da sua graça. Ele é todo-poderoso, perfeito em amor e sabedoria. É verdadeiramente Pai para todos os que aceitam Jesus Cristo, seu Filho, como Salvador pessoal.

2. Deus o Filho

Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus. Na sua encarnação, Ele foi concebido do Espírito Santo e nascido da virgem Maria. Revelou e consumou de forma perfeita a vontade de Deus, tomando sobre si mesmo as exigências e as necessidades da natureza humana e identificando-se completamente com a humanidade que veio remir, embora sem pecado. Honrou a lei divina pela sua obediência pessoal e na sua morte sobre a cruz providenciou para o homem a expiração dos seus pecados. Ressuscitou com um corpo glorificado e apareceu aos seus discípulos de forma visível, audível e palpável. Ascendeu ao Céu e é agora exaltado à mão direita de Deus, como o único mediador, participante da natureza de Deus e do homem, em cuja pessoa se efectua e reconciliação com o Pai. Virá segunda vez em poder e glória para julgar o mundo e consumar a sua missão redentora. Jesus Cristo habita agora em todos os crentes na qualidade de Senhor vivo e eternamente presente.

3. Deus o Espírito Santo

O Espírito Santo é o Espírito de Deus. Foi Ele quem inspirou os homens santos de outrora a escrever as Escrituras. Habilita hoje o homem a compreender a verdade através da sua iluminação. Exalta Cristo como Senhor. Convence do pecado da justiça e do juízo. Convida os homens ao Salvador e efectua a regeneração. Cultiva o carácter cristão, conforta os crentes, habita neles e lhes confere dons espirituais através dos quais servem a Deus na sua igreja. Ilumina os crentes e os reveste de poder para a adoração e o serviço da evangelização.

(João 4:24; 15:26; Sal.83:18; Heb.3:4; Rom. 1.20; Jer. 1:10; Êx.1:11; Isa. 6:3; 1 Ped. 1.15-16; Apoc. 4:11; Mar. 12:30; Mat. 10:37; 28: 19-20)

 

III - O HOMEM

O homem foi criado por Deus à sua imagem, como coroa da sua criação. Era no principio inocente e sem pecado, sendo dotado de liberdade de escolha. No uso da sua liberdade o homem pecou contra Deus e por transgressão voluntária caiu do seu primitivo estado de santidade, trazendo o pecado sobre toda a raça. A sua posteridade herdou consequentemente uma natureza pecaminosa, de sorte que todos se tornaram transgressores, estando debaixo da condenação.

Só a graça de Deus pode restaurar o homem à sua santa comunhão e habilitá-lo a cumprir o propósito do seu Criador. A dignidade da pessoa humana é revelada no facto de Deus haver criado o homem à sua própria imagem e no facto deste ser objecto do seu infinito amor, a ponto de Cristo morrer para o salvar, apesar de pecador perdido e sem esperança.

(Cén.1:27,31; 2;16; Ecle.7:29; Actos l7:26; Rom.5:21;15-19; João 3:6; Sal. 51:5; Ef. 2:3; Ezeq. 18:19-20; Gál. 3:22).

 

IV - A SALVAÇÃO

A salvação envolve a redenção do homem total. É oferecida espontânea e gratuitamente a todos os que aceitam Jesus Cristo como Senhor Salvador pessoal, o qual por decreto do Pai tomou voluntariamente a forma humana, fazendo por sua morte a expiação completa dos nossos pecados. Num sentido mais amplo, a salvação inclui regeneração, santificação e glorificação.

Regeneração, ou novo nascimento, é a operação da graça de Deus pela qual os crentes se tornam novas criaturas em Cristo. É uma mudança de coração produzida pelo Espírito Santo através da convicção do pecado, à qual o pecador responde em arrependimento para com Deus e fé no Senhor Jesus. O arrependimento e a fé são experiências inseparáveis de graça divina, que dão à vida uma nova direcção. A justificação introduz-nos a um estado de paz e favor que nos asseguram todas as bênçãos necessárias, nesta vida e no além. A justiça perfeita de Cristo é-nos imputada gratuitamente por Deus.

Santificação, é um processo espiritual que começa na regeneração -  e visa a perfeição do crente, através da presença e do poder do Espírito Santo que nele habita.

Glorificação, é a plenitude da salvação e o bendito estado final dos remidos.

(Ef. 2-.5; 1 Jo. 4:10; 1 Cor. 3.5-7; João 3:16; Isa. 53:4-5; Heb. 7:25; Col. 2:9; Ef. 3:8; Rom. 5:1-22,9; 3:24-26; Apoc. 22:17; Act. 17:30;Marc.1:15-17; Jo. 3:19;5:40; João3:3,6-7; Apoc. 7:13-14; Ezeq. 36:26; 1 Ped. 1:22; 1 João 5:1,4,18; Ef. 2:8; Rom. 10:9-1 1; Heb. 4:14;1 Tess. 4:3;5;:23; Ef. 1:4; 11-12; 6:18; Fil. 2:12-13; 1 Ped. 2:2).

 

V - O PROPÓSITO DA GRAÇA DIVINA

A eleição é o propósito da graça de Deus segundo o qual Ele regenera, santifica e glorifica o pecador arrependido e crente. É perfeitamente coerente com a livre escolha do homem, sendo a manifestação por excelência da soberana bondade de Deus, infinitamente livre, sábia, santa e imutável. Todos os verdadeiros crentes estão seguros nas mãos de Deus. Aqueles que Deus aceitou em Cristo e santificou pelo seu Espírito jamais cairão do seu estado de graça, sendo conservados até ao fim.

(11 Tim. 1:8-9; 11 Tess. 2:13-14; 1 Cor. 1:26-31; 4:7; Rom. 3:27; 8:28,30; 1 Tess.1:4; 11 Ped. 1:1 0-1 1; Fil. 3:12; Heb. 6:1 1; Rom. 8:28; Mat. 6:30-33; Fil. 1:6, 2:12).

 

VI - A IGREJA

Uma igreja de Cristo é, segundo o Novo Testamento, um corpo local de crentes baptizados, identificados uns com os outros pela confissão da mesma fé e unidos por um mesmo pacto na comunhão do Evangelho. E uma congregação de crentes baptizados regida pelas leis de Cristo, que observa as suas ordenanças, pratica os seus ensinos e exerce os dons, direitos e privilégios de que foi investida pela Palavra divina, com o fim de espalhar o Evangelho até aos confins da Terra. É uma comunidade autónoma de governo democrático sob a soberania de Jesus Cristo. Os seus oficiais são, de acordo com o Novo Testamento, os pastores e os diáconos. Todos os seus membros têm iguais direitos, privilégios e responsabilidades.

A igreja num sentido geral é, segundo o Novo Testamento, o corpo de Cristo, incluindo todos os remidos de todos os tempos.

(Actos 2:41-42; 13:23; 15:22; 1 Cor. 14:12; 11 Cor. 8:5; Fil. 1:1; 1 Tim. 3:1).

 

VII - O BAPTISMO E A CEIA DO SENHOR

O baptismo cristão é a imersão do crente em água, no nome do Pai, Filho e do Espírito Santo. É um acto de obediência que simboliza a sua fé no Salvador crucificado, sepultado e ressuscitado. Representa ainda que o convertido morreu para o pecado, tendo-se verificado o sepultamento da sua velha natureza e a sua ressurreição para uma nova vida em Cristo. Este acto simbólico de testemunho deve preceder a entrada do crente na comunhão da igreja, pois, como ordenança do Senhor, o constitui participante de todos os privilégios de membro e lhe dá acesso à ceia do Senhor.

A ceia do Senhor é igualmente um acto de obediência pelo qual os membros da igreja participam do pão e do vinho, comemorando juntos a morte de Jesus Cristo e apontando para a sua segunda vinda. Esta ordenança da igreja local representa também a nossa comunhão espiritual com Ele, a nossa participação na sua morte e o testemunho vivo da nossa esperança.

(Actos 2:41-42; 8:36-39; Mat 3:5-6; 28:19; Gál.. 3:27-28; Rom. 6.-4; Col. 2:12; Luc 22:19-20, Mar. 14:20-26; Mat 26:27-30; 1 Cor. 11:27-30; João 6:35).

 

VIII - O DIA DO SENHOR

O Domingo, Dia do Senhor é o primeiro da semana, é o dia em que o crente comemora a ressurreição de Cristo descansado das suas actividades seculares. Deve ser consagrado ao exercício do culto, do testemunho e de outras formas de serviço espiritual, tanto público como privado.

(Mat. 28:1; Mar. 16:2; Luc. 24:1; João 20:1, 19; Act. 20:7; 1 Cor 16:2; Apoc. 1:10).

 

IX - O REINO DE DEUS

O reino de Deus inclui a sua soberania geral sobre o universo e sobre todos os homens que espontânea e voluntariamente O reconhecem como Rei e Senhor. Todos os crentes devem orar e esforçar-se para que o reino de Deus venha em plenitude e a sua vontade seja feita sobre a Terra. A consumação plena do seu reino aguarda a segunda vinda de Jesus Cristo e o fim da era presente.

(Mat 3:2; 5:3-6; 6:9-10,33; 18:1-3;28:19; Mar. 1:14-15;4:27; Apoc 5:1 Rom. 14:17).

 

X - OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS

Deus, no seu devido tempo e a seu modo, conduzirá todas as coisas neste mundo ao seu adequado termo. Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente em glória, de acordo com a sua promessa. Os mortos ressuscitarão e Cristo julgará todos os homens com rectidão. Aqueles que persistirem na incredulidade e na impenitência receberão no inferno a sua eterna punição. Os salvos fruirão a bem-aventurança eterna em seu corpo ressuscitado e glorificado, e habitarão eternamente no Céu com o Senhor.

(Mat. 25:31-46; Luc.18:8; 23:42-43; Actos l: 7-l l; João3:36; 12:25- 26; Sal. 10:4; 1 Ped. 4:7; 1 Cor. 6:9-10; 15:50-58; Heb. 1:10-12; Mat. 13:37-43; Luc. 14:14; Dan. 12:2; Apoc. 22:1 1; 1 Tess. 4:16- 17; 11 Tess. 1:6-12; Rom. 2:2-16; 1 João 4:17; Apoc. 20).

 

XI - EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES

É dever e privilégio de todas as igrejas e de cada crente em particular, esforçarem-se por fazer discípulos em todas as nações. O novo nascimento do espírito do homem pelo Espírito de Deus faz nascer nele também o amor pelos outros. O esforço missionário é repetida e expressamente ordenado nos ensinos de Jesus, assentado numa necessidade espiritual da vida regenerada. É, pois, dever de todo o filho de Deus procurar ganhar almas para o Salvador através do testemunho pessoal e do uso de todos os meios consentâneos com o Evangelho de Cristo.

(Mat. 28:19-20; Mar. 16:15; Luc. 9:1-6; 10:1; 24:46-48; João 1 5; 16; 1 7:11-20; Actos 1:8;4:33; 14:21-27; 1 Tess. 1:6-9; 11 Tim. 2:1-13).

 

XII - MORDOMIA

Deus é a fonte de todas as bênçãos temporais e espirituais. A Ele devemos tudo o que somos e tudo o que possuímos. Temos, por conseguinte, uma divida espiritual para com o mundo, pois somos feitos depositários do Evangelho e despenseiros da graça de Deus. É nossa obrigação servi-lo com o nosso tempo, os nossos talentos o nosso amor e os nossos bens materiais, devendo reconhecer que todos estes dons nos foram confiados com o fim de os usarmos para a glória de Deus e ao serviço do nosso próximo. Ensinam as escrituras que o crente deve contribuir para a igreja, alegremente e com regularidade, tomando como base o dízimo dos seus rendimentos e cultivando liberalidade na prática de uma mordomia integral, com o alvo de promover o avanço da causa do Redentor sobre a Terra.

(Gén. 14:20; Heb. 7:1; Gén. 28:20-22; Mal. 3:7-10; 1 Cor. 16:1-2; 11 Cor. 8-9).

 

XIII - COOPERAÇÃO

Reconhecendo que a cooperação é um princípio claramente expresso nas Escrituras, o povo de Cristo deve assegurá-la da melhor maneira possível, tendo em vista a concretização dos grandes objectivos do Reino de Deus. As organizações de cooperação, embora não tenham autoridade sobre as igrejas nelas associadas, são formadas para despertar, unir e coordenar as actividades que em conjunto, voluntariamente, se opõem empreender. As igrejas devem cooperar umas com as outras no avanço da obra missionária, educacional e beneficente. Unidade cristã, no sentido do Novo Testamento, é harmonia espiritual e cooperação voluntária para os mesmos fins comuns.

(Fil. 1:5;4:3; 1 Cor. 3:9; 11 Cor. 8:23; ll: 28; Col. 4:11; 1 Tess. 3:2, III João 8; 1 Tess. 1:7-10; Rom. 1:14-15;15-25-27).

 

XIV - O CRENTE E A ORDEM SOCIAL

Todo o crente aceita, por imperativo de consciência cristã, a supremacia de Cristo na sua vida e na sociedade e o estabelecimento da justiça entre os homens só podem ser verdadeira e permanentemente proveitosos, quando fundados na regeneração pela graça salvífica de Deus em Jesus Cristo. O crente deve esforçar-se por promover por todos os meios ao seu alcance os princípios da justiça social, a verdade e o amor fraternal. Deve para isso estar pronto a cooperar com todos os homens de boa vontade em todas as causas justas, cuidando sempre de agir no espírito de amor, sem comprometer a ética cristã, procurando ser inteiramente leal a Cristo e à sua Palavra.

(Lev. 19:18; Miq. 6:8; Isa. 1:16-18; Mat 19:19; 22:39; Mar. 12:31; Rom. 12-.13-21; 13:8-12; Cil. 5:14; Tiago 2:8; Sal. 11:7; 33:5; 45:7; Mat. 5:6, 10; 5:39-48; João 13:25).

 

XV - PAZ E GUERRA

É dever de todo o cristão promover a paz entre todos os homens dentro dos princípios da justiça. Em harmonia com o espírito e os ensinos de Cristo, o crente deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar ou pôr fim à guerra, ciente de que a verdadeira solução para os conflitos entre os homens se encontra no Evangelho. A necessidade suprema do mundo é a aceitação dos ensinos de Cristo em todos os sectores da vida dos homens e das nações e a aplicação prática da sua lei de amor.

(Isa. 2:2-4;9:6-7; Mat 5:9; Luc. 1:79; 2:14,29; 10:5; Act 10:36; Rom 5:1; Col. 1:20; Ef. 4:3; Heb. 12:14; Rom. 12:18; 14:19; 1 Cor. 14:33)

 

XVI - LIBERDADE RELIGIOSA

Deus é o único Senhor da consciência. Sendo o governo civil uma instituição estabelecida para promover os interesses e o bem-estar da sociedade humana, é nosso dever orar pelas autoridades constituídas e prestar-lhes obediência em todas as coisas que não sejam contrárias à vontade revelada de Deus. Deve haver inteira separação entre a igreja e o estado, devendo este assegurar a cada igreja protecção e inteira liberdade para o exercício da sua missão espiritual. Nenhum grupo eclesial ou denominação deve ser favorecido pelo estado, nem a igreja deve depender do poder civil para realizar a sua obra. Uma igreja livre num estado livre, é o ideal cristão, e isso implica a garantia do livre acesso a Deus por parte de todos os homens e o direito a terem e difundirem as suas crenças religiosas, sem qualquer interferência por parte do poder civil.

(Rom. 13:1-7; 14:9-12; Mat.10:28; 22:21; 23:10; Tito 3:1; I Ped. 2:13; I Tim. 2:1-8; Actos 4:18-20; 5:29; Apoc. 19:16; Sal. 2; 72:11).


Somos uma família cristã. A nossa missão é adorar a Deus, ensinar a Sua Palavra e comunicar Jesus Cristo, o único que pode perdoar, dar a salvação e uma vida de qualidade! 

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